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“Então, Tatnai, governador deste lado do rio, Setar-Bozenai, e os seus companheiros, de acordo com aquilo que Dario, o rei, havia enviado, assim fizeram rapidamente.

E os anciãos dos judeus edificaram, e prosperaram devido à profecia do profeta Ageu, e Zacarias, o filho de Ido.

E eles edificaram, e a acabaram,

de acordo com o mandamento do Deus de Israel,

e de acordo com o mandamento de Ciro,

e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia.

E essa casa foi terminada no terceiro dia do mês de Adar,

no sexto ano do reinado do rei Dario.

E os filhos de Israel, os sacerdotes,

e os levitas, e o restante dos filhos do cativeiro,

celebraram com alegria a dedicação desta casa de Deus.”

(Esdras 6:13-16)

A leitura bíblica designada para o Grau 16 do Rito Escocês Antigo e Aceito, o Príncipe de Jerusalém, marca o momento de triunfo e conclusão de uma longa jornada de perseverança. O texto de Esdras 6:13-16 descreve o êxito final: o Segundo Templo é terminado e dedicado com alegria no sexto ano do reinado de Dario. Contudo, para o Maçom que estuda este grau, o valor não reside apenas na obra pronta, mas nas provações superadas para erguê-la.

A lenda deste grau nos recorda que o caminho entre o lançamento dos alicerces (visto no Grau 15) e a conclusão da obra foi marcado por hostilidades. Os samaritanos e outros povos vizinhos interrompiam constantemente os trabalhos, forçando os obreiros a empunharem a espada com uma mão enquanto trabalhavam com a outra. Com a morte de Ciro e a ascensão de um novo rei, a obra parou, e a esperança de Israel parecia desmoronar sob o peso da guerra e da burocracia imperial.

É neste cenário que surge a figura central da perseverança: Zorobabel. Percebendo que a força das armas não seria suficiente, ele recorre à força da diplomacia e da Verdade. Acompanhado por quatro príncipes (simbolizados no grau pelas cinco estrelas), ele parte em uma perigosa jornada para uma audiência com o Rei Dario. O sucesso dessa missão, onde Dario reconhece a justiça da causa e decreta proteção total aos construtores, é o que permite o desfecho feliz narrado nos versículos de Esdras.

Justiça e Equidade: O Templo Social

O título de “Príncipe de Jerusalém” carrega, acima de tudo, o peso da responsabilidade judicial. No contexto histórico do retorno do cativeiro, Jerusalém vivia um caos social: judeus que haviam permanecido na terra entraram em conflito com os que retornavam da Babilônia, disputando propriedades e direitos.

A grande lição moral do Grau 16 é a Equidade. Os governadores e juízes (Príncipes) precisavam decidir: quem tem direito sobre a terra? Aquele que a habitou por 50 anos ou aquele cuja família era a dona original antes do exílio? A resposta maçônica é a Balança — símbolo central do grau. O Maçom deve julgar com retidão, sem favorecer um irmão apenas por afinidade, mas buscando a verdade dos fatos.

A simbologia do grau une a Balança (Justiça) ao Punhal (a prontidão para defender essa justiça, lembrando a coragem de Ehud). As letras D e Z nos pratos da balança (Dario e Zorobabel) nos lembram que a autoridade (Dario) só é legítima quando amparada pela sabedoria e liderança servidora (Zorobabel).

Assim, o Grau 16 ensina que não basta reconstruir o Templo material (ou interior); é preciso garantir a harmonia ao seu redor. A paz interna de nada vale se a injustiça externa prevalece. O verdadeiro Príncipe de Jerusalém é aquele que, tendo construído seu templo interior, volta-se para o mundo para arbitrar conflitos, promover a concórdia e assegurar que a justiça prevaleça tanto para os fortes quanto para os fracos.

Créditos:

Antonio A. Belelli - M.:M.: Gr.: 33 GLEG

Fonte - Pesquisa: 

https://estudosmaconicos.com.br

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