
Você não pode mudar o que sente, mas pode aprender o que fazer com seus sentimentos. Nós do LIV – Laboratório Inteligência de Vida – acreditamos nesse conceito e por isso levamos para escolas de todo o Brasil um programa de educação socioemocional que ajuda estudantes a conhecerem seus sentimentos e a desenvolverem habilidades para a vida.
Você não pode mudar o que sente, mas pode aprender o que fazer com seus sentimentos. Nós do LIV – Laboratório Inteligência de Vida – acreditamos nesse conceito e por isso levamos para escolas de todo o Brasil um programa de educação socioemocional que ajuda estudantes a conhecerem seus sentimentos e a desenvolverem habilidades para a vida.




MAÇONARIA
ESOTÉRICA OU EXOTÉRICA
Por definição, esoterismo é qualquer tópico “destinado ou susceptível de ser compreendido apenas por um pequeno número de pessoas com um conhecimento ou interesse especializado”. Isto aplica-se certamente à Maçonaria, mas a um nível mais profundo, e num contexto maçônico, é normalmente entendido como significando que as nossas cerimônias e rituais aludem à realidades e/ou verdades que não são geralmente compreendidas, ou que podem ter um componente espiritual.
O termo é manchado para algumas pessoas e aceitável para outras; por isso, pode não ser fácil aceitar ou descartar totalmente o termo “maçonaria esotérica”. Como uma cebola, cada camada “esotérica” vai-se construindo sucessivamente sobre a outra. Podemos todos concordar que a Maçonaria se destina a ser compreendida por poucos, e que é um tipo de conhecimento especializado.
Mas as questões são: que tipo de conhecimento especializado e se são verdadeiros “segredos”?
Dependendo das inclinações de cada um, o grau de Mestre Maçom tem sido interpretado de várias maneiras diferentes por diferentes pessoas. Para alguns, é uma história de fidelidade; para outros, ensina a esperança na imortalidade da alma; para outros ainda, é uma lição de alquimia e para outros ainda, alude à descoberta dos enteógenos. Alguns vêem-no como multifacetado, ou uma combinação de várias coisas. Mas devemos evitar tentar consagrar a nossa interpretação como a “verdadeira”.
Desde 1717 foram criados mais de 1000 graus “maçônicos”. Os mais populares sobreviveram e estão incluídos em muitos dos Ritos, Ordens e Sistemas que conhecemos atualmente. Tal como uma refeição, cada grau é tão bom quanto o seu criador. A receita pode incluir muitos dos mesmos ingredientes de outras refeições, mas ter um sabor completamente diferente. Por analogia, podemos ver muitos dos mesmos “ingredientes” (características) num certo número de graus, que ensinam coisas completamente diferentes.

Nos nossos dias, todavia, quando o progresso e a ciência se fazem sentir em todos os domínios e os conhecimentos humanos adquiriram proporções inimagináveis, o tempo de que um homem dispõe torna-se cada vez mais escasso, e os compromissos de toda ordem pesam de maneira opressiva sobre todos. E não obstante, a Iniciação não sofreu grandes modificações nas suas finalidade, eis que, como a Religião, ela responde a anseios de religiosidade e de espiritualidade inatos ao ser humano.
Apenas o seu ensino, a instrução mais generalizada e o auxílio preponderante do livro, adquiriu um Grau de elevação muito maior, tendo sido expurgado de uma escória de conhecimentos obsoletos, de superstições e crendices que o desacreditavam perante a elite intelectual contemporânea. Embora publicados com maior número de palavras, os Rituais não podem contudo transmitir todos os conhecimentos Iniciáticos e todos os ensinos doutrinários. Explicando apenas uma parte mínima, deixam que o Neófito empregue esforços para compreender por si mesmo o significado dos Símbolos, dando-lhe a sua própria interpretação simbólica, esotérica, teosófica, etc.
Esta lei não escrita é respeitada por todas as Obediências maçônicas e se as Constituições permitem a cada Potência “alterar, revogar ou anular leis e regulamentos”, afirmam, todavia, que são em última análise, a lei não escrita da Maçonaria, na qual estão compreendidos os “usos e costumes” da Fraternidade que é necessário conhecer, estudar e compreender. Alguns deles, entre os quais a Iniciação, perdem-se na pré-história, razão pela qual numerosos escritores têm confundido a Maçonaria com a Iniciação. Certas constituições dizem ainda que serão respeitados os princípios gerais das Constituições de Anderson e certos postulados universais da Ordem, entre os quais estão citados a existência de um Princípio Criador – o Grande Arquiteto do Universo -, o sigilo, o simbolismo da Maçonaria Operativa, etc.

Porém, desde o seu aparecimento, o racionalismo começou a minar, para, em seguida, declarar guerra sem quartel ao Simbolismo, base incontestável de todo o ensinamento maçônico pois enquanto o racionalismo só dá valor ao que é positivo, preciso e baseado na observação metódica, o Simbolismo limita a sua ação às sugestões indefinidas que se dirigem à imaginação.
E assim, repletos de saber positivo e científico, numerosos Maçons passaram a desprezar o simbolismo, tão ligado às religiões, acabando por abandonar o seu estudo, e esta ciência, sagrada em outras épocas e essencialmente iniciática, tornou-se, para a maioria, letra morta. Desta forma, embora todos entrem para a Maçonaria pela porta da Iniciação, poucos são dotados com a necessária predisposição de espírito para compreendê-la, continuando nela com o mesmo sistema de vida, as mesmas preocupações e objetivos meramente profanos.
Esvaziadas em grande parte da sua missão moralizadora e espiritual, as Lojas foram, pouco a pouco, esquecendo-se dos ensinamentos simbólicos e esotéricos, e arremedando uma Iniciação inteiramente despojada dos seus objetivos de aperfeiçoamento intelectual e moral iniciais, foram-se transformando em meras sociedades filantrópicas e de mútuo socorro, numa flagrante regressão histórica. Relegando ao esquecimento o “desbaste da Pedra Bruta”, passaram, a fim de preencherem a Sessão, a ocupar-se dos problemas do cotidiano e de assuntos da atualidade - científicos, políticos, sociais -, deixando-se invadir por uma logomaquia árida e fastidiosa, entremeada às vezes por algum ato de benemerência de maior ou menor alcance, mas, principalmente com objetivos promocionais, ou por projetos e construções de Templos.
Ao analisar, na sua obra “Les Mystères de la Franc-Maçonnerie”, o espírito reinante nas Lojas francesas da sua época, posto que a Maçonaria francesa esteve na vanguarda do movimento racionalista, o que lhe valeu a perda da regularidade maçónica, Oswald Wirth teceu os seguintes comentários:
"Embora transformadas em parlamentos em ponto pequeno, as Lojas francesas dos fins do século XIX não deixaram contudo de permanecer fiéis aos usos maçônicos mais inveterados. Os hábitos de disciplina foram mantidos. Para obter a palavra, o advogado de uma causa ultra profana devia colocar-se “à ordem”. Um golpe de Malhete impunha silêncio e os trabalhos continuaram a ser abertos e encerrados segundo os Ritos. Em certas Oficinas, na verdade, a tendência ao relaxamento acentuou-se; chegou-se a simplificar ao máximo as formas tradicionais, a ponto de não dar mais aos velhos Maçons a sensação de se encontrarem num meio maçônico. Isto era passar das medidas, visto que o Maçom, por muito pouco filósofo que seja, quer sentir-se Maçom. Se nada relembra ao adepto que ele não é mais profano, revolta-se o seu instinto maçônico. É isto o que sucedeu no seio das Lojas radicalmente modernizadas em demasia: sem Ritos nem Símbolos, assumiram a figura de clubes profanos, que não demoraram em fazer sentir que a Maçonaria não é uma simples associação política ou uma vasta confraria exercendo a beneficência. Há nela um lado misterioso que intriga e dá a refletir: são os Ritos e os Símbolos, sem os quais a Maçonaria desaparece. Solicitando a atenção do “iniciável, convidam-no a penetrar nos mistérios da Arte Real".

Nicola Aslan, no seu “Comentários ao Ritual de Aprendiz”, ao analisar estes dois modos de ser da Maçonaria, faz uma série de observações que esclarece da seguinte forma:
“A Maçonaria apresenta dois aspectos que lhe conferem duas personalidades muito distintas: exoterismo e o esoterismo:
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O primeiro, o exotérico ou jurídico, assegura-lhe a sua qualidade de sociedade civil perante os poderes públicos e trata da organização do governo da Instituição, através de leis e regulamentos mais ou menos semelhantes aos das demais associações profanas.
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O segundo, o esotérico, que é o mais importante, confere-lhe o seu aspecto de associação moral e espiritual, única razão de ser da Instituição maçônica. Trata-se dos Ritos Iniciáticos, da liturgia, e também do ensino simbólico, esotérico e filosófico da Ordem. Este ensino não obedece a programas previamente organizados, não tem regulamentação determinada e nem leis escritas”.
Esta mensagem, que se perpetua através da Tradição, de um lado, do estudo e da meditação, do outro, é eminentemente autodidática. Embora não se baseie em livros e tratados, estes abrem-lhe todavia horizontes muito mais amplos, fazendo germinar ideias e pensamentos mais profundos, os quais, por sua vez, desenvolvem a intuição que abre o caminho para a Verdade.
Em todos os colégios iniciáticos da Antiguidade dos quais a Maçonaria adotou os métodos, o ensino era conferido sob forma de Ritos e de Símbolos e com o mínimo de palavras interpretativas. Consideravam o gesto e a encenação muito mais eloquentes que a linguagem falada, visto que neles estava encerrado algo que devia ser adivinhado e quem não compreendesse. era considerado rebelde à Iniciação e permanecia profano.

Na verdade, a Maçonaria francesa, dominada pelos socialistas e violentamente hostilizada pela Igreja Católica, descambou-se para a política e para o anticlericalismo, transformando-se numa verdadeira “associação política anticlerical”, resultando disto um cortejo de escândalos, de desvios e de irregularidades, que lhe fizeram perder o respeito e o reconhecimento das demais Potências Maçônicas e até das principais instituições religiosas do mundo, inclusive da Santa Sé.
Aos poucos, e cada vez mais, o estado de relaxamento foi-se acentuando. A Maçonaria francesa contemporânea, que muitas Potências latinas acompanharam, perdeu as suas características originais de sociedade iniciática e cultural, cuja principal finalidade era o melhoramento moral, intelectual e espiritual dos seus adeptos para que, pelo seu exemplo e virtudes, pudessem eles influir no melhoramento moral da sociedade profana, da qual seriam os verdadeiros guias.
Mas, apesar de inúmeros Maçons terem se esquecido do desbaste da Pedra Bruta, da prática das virtudes tão preconizadas pela Instituição, do estudo dos Símbolos que visa fazer-lhes encontrar o caminho para uma vida com objetivos mais elevados, de uma beneficência discreta que dá sob o mais estrito anonimato, ainda assim, não existe, na Maçonaria, apenas este tipo de Maçom procurando transformar as Lojas Maçónicas em clubes profanos. Graças ao G∴ A∴ D∴ U∴ , muitos existem com grande sensibilidade moral em busca do Ideal iniciático, ávidos de conhecimentos realmente maçônicos que as Lojas, transformadas em pequenos parlamentos profanos, não mais lhes ministram.
Relativamente à instrução a que nos referimos, dizia Mackey na sua “Encyclopaedia”, que data de mais de cem anos, estas palavras que continuam válidas para o Maçom contemporâneo:
"Nenhum Maçomn consegue chegar, nos nossos dias, a uma situação mais ou menos notável dentro da Fraternidade se não for suficientemente instruído. Se os seus estudos se limitarem ao que ensinam em sumárias instruções da Loja, não lhe será possível apreciar com exatidão os fins e a natureza da Maçonaria como ciência especulativa. As instruções não passam do esqueleto da ciência maçônica. Os músculos, os nervos e os vasos sanguíneos, que devem animar este esqueleto sem vida e dar-lhe beleza, saúde e vigor, estão contidos nos comentários dessas instruções que o estudo e as pesquisas dos escritores maçônicos proporcionam ao estudioso em Maçonaria".

A Maçonaria que nos descrevia Mackey, de nenhuma forma possuía o caráter de uma associação beneficente ou social, mas o de uma filosofia, de uma ciência e de uma religião, a religião do Maçom a que tantos autores se referem, além de um sistema de moral. E é deste douto Maçom norte-americano a expressão de “ciência maçônica”, aplicada aos conhecimentos ligados à Fraternidade. Dizia ele então, no seu “Symbolism of Freemasonry”, editado em 1869, estas palavras que soam como admoestação:
"Investigando-se a evolução da Maçonaria, e estudando-se os pormenores do seu sistema de simbolismo, verificou-se estar ela tão intimamente ligada com todas as épocas do mundo, que força a mente à imediata convicção de que nenhum Maçom pode esperar compreender inteiramente a sua natureza, ou apreciar o seu caráter como ciência, sem dedicar-se, com muito trabalho e assiduidade, ao estudo do seu sistema. A perícia que consiste na repetição fluente e precisa das instruções usuais, com obediência a todos os requisitos do Ritual, ou no dar, com bastante cuidado, os meios de reconhecimento determinados, pertencem tão somente aos rudimentos da ciência maçônica. Existe, porém, uma série de doutrinas mais nobres, com as quais a Maçonaria está ligada. Elas serão a recompensa do estudioso que se dedica à tarefa de investigá-las e um magnífico prêmio para o seu labor. A Maçonaria considerada como ciência e não mais como o foi por tempo demasiadamente longo, como uma simples instituição social, ocupa atualmente um lugar à parte e inconteste entre as ciências especulativas".

Introspecção Final
A maçonaria, é uma organização espiritual que encoraja a pesquisa e a expressão individual da espiritualidade sem prender seus membros a nenhum credo, doutrina, crença ou prática específica e cada maçom deve adotar um código moral para aprimorar seu caráter e, em seguida, a comunidade -, uma pessoa por vez - sem tentar promover esse aprimoramento por intermédio de movimentos de massa ou legislações. A maçonaria gera dúvidas. Alguns acreditam que existe um tesouro enterrado sob o Monte do Templo de Jerusalém, na Rosslyn Chapel, na Escócia, ou no famoso Money Pit de Oak Island, na Nova Escócia. Para outros, o segredo é esotérico, talvez uma iniciação obtida pelos templários no Oriente Médio.
Apertos de mão esquisitos, senhas e outras relíquias são do tempo em que não se emitiam documentos de filiação e pertencer à maçonaria era ato considerado fora da lei por príncipes temerosos de possíveis desafios democráticos a seu poder. Sem falar que a Igreja Católica Romana considerava a fraternidade uma heresia.
Uma vedade incontestável é que não existe "o" livro sobre a maçonaria, porque esta é um sistema de ensinamento moral velado por simbolismos. Assim, cada maçom está livre para interpretar sua experiência ritualística da maneira que achar melhor e ninguém poderá acusá-lo de erro. Isso coloca a maçonaria em uma situação peculiar, mas também reflete com clareza a visão da época em que tal acontece. Se a maçonaria não possui nenhum credo a não ser a fé em um ser supremo, então, seguramente, ela não é uma religião e, como tal, não compete com as instituições religiosas tradicionais.
Os símbolos, têm origens em práticas religiosas e místicas, sobretudo as da tradição judaica e cristã, e incluem elementos que, embora não identificados, não são bíblicos. A noção básica de criar é a pedra fundamental da maçonaria e já se disse ao longo das gerações que a origem da fraternidade deve ser buscada nas associações de pedreiros medievais livres. Portanto, construir é o alicerce da maçonaria, sintetizada na seguinte reflexão:
"Construir uma pessoa melhor, uma comunidade melhor, uma sociedade melhor e um mundo melhor, exatamente nessa ordem. Essa é a eterna missão da fraternidade e de todos os maçons espalhados pelos quatro cantos do mundo.QUE ASSIM SEJA"
Créditos:
Antonio A. Belelli - M.:M.: Gr.: 33 GLEG
Fonte - Pesquisa:
