
Você não pode mudar o que sente, mas pode aprender o que fazer com seus sentimentos. Nós do LIV – Laboratório Inteligência de Vida – acreditamos nesse conceito e por isso levamos para escolas de todo o Brasil um programa de educação socioemocional que ajuda estudantes a conhecerem seus sentimentos e a desenvolverem habilidades para a vida.
Você não pode mudar o que sente, mas pode aprender o que fazer com seus sentimentos. Nós do LIV – Laboratório Inteligência de Vida – acreditamos nesse conceito e por isso levamos para escolas de todo o Brasil um programa de educação socioemocional que ajuda estudantes a conhecerem seus sentimentos e a desenvolverem habilidades para a vida.





RITOS MAÇÔNICOS USADOS NO BRASIL
Ritos maçônicos são sistemas ritualísticos e cerimoniais dentro da Maçonaria que orientam a iniciação, progressão e ensinamentos dos membros. Cada rito possui suas próprias regras, símbolos, e procedimentos específicos, embora todos compartilhem os mesmos princípios e objetivos gerais. .

Rito Adonhiramita
Rito de origem francesa, foi substituído na França pelo Rito Moderno em 1785, mas continuou sendo praticado no Brasil, onde foi o primeiro Rito a ser adotado. O Rito Adonhiramita é considerado irregular por boa parte da comunidade maçônica internacional pelo fato de modificar a Lenda do Grau 3, o que fere um dos principais Landmarks maçônicos (3º Landmark de Mackey, por exemplo) que considera a lenda do Grau 3 imutável. Se não fosse pelo fato do Rito ter sido descontinuado na França, quando da adoção do Rito Moderno, o Adonhiramita seria o mais antigo ainda em prática no mundo. Porém, ele se viu encerrado em 1.773, e só foi reativado, já no Brasil, em 16/01/1838, sofrendo então grande influência do Rito Moderno, e trabalhando apenas nos Graus Simbólicos. Os Graus Superiores desse Rito só entraram oficialmente em atividade em 02/06/1973, quando da fundação de seu Supremo Conselho, aqui no Brasil, único no mundo. O Rito Adonhiramita somente é praticado no Brasil e, mais recentemente, por algumas poucas Lojas em Portugal.

Rito Brasileiro
Sonho antigo do Grande Oriente do Brasil, o Rito Brasileiro somente tornou-se realidade em 1914, pelas mãos do então Grão-Mestre do GOB, Lauro Sodré. Sobreviveu até meados de 1940, quando entrou em desuso. Somente em 13/03/1968, no auge da Ditadura Militar e de sua propaganda nacionalista, o Rito foi reativado e permanece ativo até hoje. O Rito Brasileiro se dedica ao aperfeiçoamento dos Maçons, conciliando a Evolução com a Tradição, o Nacional com o Universal e a Razão com a Fé; adota atividades como o cultivo da Filosofia, da Liturgia, da Simbologia, da História e da Legislação; a filantropia, com especial atenção à infância, na educação da juventude e amparo à velhice; o incentivo e a prática do civismo; o estudo dos problemas nacionais e internacionais com implicação no futuro da Pátria e da Humanidade; o respeito à Natureza; e o estímulo à fraternidade e estrita convivência com os demais Ritos Maçônicos regulares, legais e legítimos praticados, com o intuito de promover a excelência do auto aperfeiçoamento moral, cívico, social, cultural e filosófico, pois não se constitui de sistema isolado. A Potência Maçônica Filosófica guardiã dos Arcanos do Rito Brasileiro é chamada de Supremo Conclave do Brasil para o Rito Brasileiro de Maçons Antigos, Livres e Aceitos.

Rito Moderno - Francês
Apesar de declarar ter sido criado em 09/03/1773, o que o tornaria o Rito mais antigo ainda praticado no mundo, o Rito Moderno foi totalmente reformulado e reescrito, e somente tomou a forma com que é praticado atualmente quando da chamada “Reformulação”, ocorrida em 1877, quando se suprimiu a crença em um Grande Arquiteto do Universo e na Imortalidade da Alma de toda simbologia, filosofia e frases do Rito. O nome foi mantido, mas a Reformulação praticamente criou um novo Rito, diferente do seu original. Essa atitude em relação ao GADU, ao Livro da Lei e à Imortalidade da Alma promovida na ritualística e leis do Grande Oriente de França foi interpretada pela GLUI como um desrespeito aos antigos Landmarks, ocasionando no rompimento das relações entre a GLUI e o GOdF, rompimento este que dura até os dias de hoje.

Rito de Schroder
O Rito Schroder é um rito de origem alemã e surgiu no Brasil através da colonização alemã no sul do país. O Rito surgiu na Alemanha para substituir o Rito da “Estrita Observância” que possuía forte influência da cavalaria templária, distanciando-se assim do simbolismo da Maçonaria operativa, o que, com o tempo, gerou grande descontentamento dos líderes e estudiosos maçônicos. Foi então que o Irmão Schroder começou a escrever o Rito que acabou ficando conhecido pelo seu nome. O novo Rito foi aprovado por unanimidade na assembléia dos Veneráveis Mestres de Hamburgo no dia 29/06/1801, sendo, portanto, apenas poucos dias mais velho do que o REAA. O Rito trabalha apenas nos três graus simbólicos, e busca se desvencilhar de influências de outras doutrinas, filosofias, ordens e símbolos que não sejam oriundos da Maçonaria Operativa.

Rito de York
O Rito de York é algumas vezes chamado de Rito Americano, ou mesmo de Rito Inglês Antigo. Além dos 03 graus simbólicos, ele possui mais 10 Graus, divididos nos organismos: Capítulo do Real Arco (Mestre de Marca, Past Master, Mui Excelente Mestre e Maçom do Real Arco); Conselho Críptico (Mestre Real, Mestre Escolhido e Super Excelente Mestre); Comandaria Templária (Ordem da Cruz Vermelha, Ordem da Cruz de Malta, Ordem dos Cavaleiros Templários). O Rito de York é o rito mais antigo praticado no mundo, tendo como data-marca 24/10/1797.Também é o Rito com mais membros praticantes no mundo: mais de 60% dos maçons no mundo adotam o “Monitor de Webb”, como são conhecidos os graus simbólicos do Rito de York, em homenagem ao seu autor. Já suas Comandarias Templárias são tidas como os únicos Corpos Maçônicos fardados da atualidade. Alguns irmãos brasileiros confundem o Rito de York com o Sistema Inglês Moderno, o qual possui alguns graus similares. Porém, o Sistema Inglês é bastante diferente, não possuindo um formato de escada como ocorre no Rito de York, Escocês e vários outros ritos.

Rito Escocês Antigo e Aceito REAA
O Rito Escocês Antigo e Aceito é o mais praticado no Brasil e na maioria dos países da América Latina nos graus simbólicos, e é o Rito mais praticado no mundo nos Graus Superiores. Apesar de muitos autores e Irmãos declararem que o Rito teve origem na França, isso é algo discutível. O Rito foi realmente consolidado na França, mas sua origem pode se dizer escocesa, visto que teve origem quando Carlos I, rei da Inglaterra e de origem escocesa, exilou-se com sua família e famílias nobres mais próximas (também de origem escocesa) na França. Desse nicho originou-se na França o Rito de Heredom, composto de 25 graus. Mas apenas nos EUA o Rito passou a ter 33 graus e a ser chamado de Rito Escocês Antigo e Aceito. Digamos então que é um rito criado nos EUA sobre uma base francesa com raízes escocesas. Os 33 graus do Rito Escocês são concedidos em Loja Simbólica, Loja de Perfeição, Conselho Kadosh e Consistório. A data-marca do REAA é 31/05/1801: fundação do 1º Supremo Conselho.
Rito de Emulação e Sistema Inglês Moderno
O Ritual de Emulação só trabalha nos 03 graus simbólicos. O Emulação é um dos vários rituais praticados por Lojas da GLUI, sendo o mais popular deles. Há outros como: Bristol, Stability, Oxford, Taylor’s, Humber, Logic, West End. Todos são similares entre si, visto que a GLUI apenas determina que se observem os antigos costumes por ela adotados. O GOB adotou o Emulação para reforçar seu tratado de amizade e mútuo reconhecimento com a GLUI. Porém, quando da tradução para o português, o Ritual ficou erroneamente conhecido como “de York”. Podemos chamar de “Sistema Inglês Moderno” os corpos ingleses de aperfeiçoamento, que possuem origens diferentes e trabalham de forma totalmente independente dos Rituais Simbólicos lá praticados. Entre eles, podemos citar: Mestre de Marca e Santo Arco Real, Nauta, Templários e Malta.
Rito Escocês Retificado
O Rito Escocês Retificado (RER) é um sistema maçônico de origem cristã e cavalheiresca, estruturado no final do século XVIII.
Ele surgiu a partir da Reforma de Lyon (1778) e do Convento de Wilhelmsbad (1782), quando se buscou “retificar” práticas maçônicas existentes, especialmente do Rito Escocês da época, aproximando-as de uma espiritualidade mais pura, com forte influência do misticismo cristão e da tradição dos Cavaleiros Templários. Em síntese, o Rito Escocês Retificado busca unir a prática maçônica com uma vivência espiritual cristã, dando-lhe um caráter mais místico e cavaleiresco em comparação a outros ritos mais filosóficos ou laicos.
Alguns pontos fundamentais do RER:
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Cristocentrismo: ao contrário de outros ritos que permitem uma vivência deísta ou multirreligiosa, o Rito Retificado tem como base a fé cristã, sobretudo em sua dimensão moral e espiritual.
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Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa (CBCS): além dos graus simbólicos (Aprendiz, Companheiro e Mestre), o RER inclui graus superiores de caráter cavaleiresco e iniciático.
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Ética e moralidade: grande ênfase no aperfeiçoamento interior do maçom, no exercício da caridade e no combate aos vícios.
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Influências: recebeu aportes da maçonaria francesa, da tradição templária e da doutrina mística de Jean-Baptiste Willermoz, seu principal organizador.
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Organização: é composto por quatro graus simbólicos (os mesmos da maçonaria azul, mas com ritual próprio) e duas classes superiores (Escocismo Retificado e Cavalaria Cristã).
Rito de São João ou Joanita
O Rito de São João (ou Rito Joanita) é um sistema maçônico tradicional e simplificado, focado nos três graus simbólicos originais. Ele é profundamente enraizado nos ensinamentos dos dois santos padroeiros da Maçonaria (João Batista e João Evangelista) e dispensa altos graus ou dogmas complexos, priorizando o desenvolvimento humano e a liberdade de pensamento. O rito surgiu no século XVIII (fundado na Europa Central por volta de 1759), estruturando-se como um modelo mais sóbrio e direto que remete aos costumes das primeiras corporações de construtores medievais. É voltado para a prática maçônica centrada no potencial humano, na melhoria moral e no questionamento filosófico, livre de exigências dogmáticas e ideal para quem busca uma Maçonaria essencialmente investigativa.
Créditos:
Antonio A. Belelli - M.:M.: Gr.: 33 GLEG
Fonte - Pesquisa:




